23 de maio de 2011


à deriva: ao sabor das ondas / à sorte / sem modo de vida
(fonte: wikipedia)

exercício que durou uma hora e meia, em uma tarde de quinta. interessante o olhar das pessoas na rua, que foi direnciado para mim de uma forma diferente por eu estar caminhado bem devagar, passeando. no caos atual da cidade isso incomoda, a sociedade acha estranho alguém "passear". sair sem ter onde chegar tem seu valor, que muito me agradou, já que sou tão fã da tal liberdade.
homens do moto taxi me perguntaram se eu estava perdida, uma mulher apressada quase me "atropelou".
parei em algum momento em uma farmácia para comprar band-aid porque eu já estava mancando por conta de um machucado que minha sapatilha me causou. sentar na porta da farmácia e fazer curativos foi um alívio! aproveitei para comprar mentos lá, estavam no caixa, me chamaram a atenção. na correria do dia a dia esses produtos de impulso de consumo não me pegam. à deriva me pegou!
muitas coisas mudam na percepção da cidade e das pessoas. basicamente tudo muda. só não mudou a minha falta de paciência com as pessoas que ficam na calçada entregando papel de propaganda, quase te obrigando a pegar, e causando aquela sujeira toda de lixo no chão por perto. triste.
mas sem dúvida, o maior tesouro que se ganha com esse exercício, é a nova percepção urbana.
quero mais!

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